O comércio entre Brasil e China alcançou um valor recorde de US$ 171 bilhões no ano passado. As trocas entre os países cresceram 8,2% em 2025, em relação a 2024. O volume negociado foi mais que o dobro do comércio com os Estados Unidos, que movimentou US$ 83 bilhões no período.
As exportações brasileiras para a China chegaram a US$ 100 bi, o segundo maior em vinte e nove anos de série histórica. O aumento das vendas para os chineses foi puxado principalmente pelos embarques de soja, que respondeu por pouco mais de um terço do valor de todas as exportações para o país asiático.
O comércio entre Brasil e China vem crescendo na última década, e o aumento das tensões comerciais globais levou a mudanças nos fluxos comerciais. O Brasil exportou menos aos americanos, mas buscou diversificar mercados para mitigar impactos.
As exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram de US$ 40,37 bilhões em 2024 para US$ 37,72 bilhões em 2025, queda de 6,6%, ou US$ 2,65 bilhões. A diferença entre as pautas de exportação limita o efeito sobre o comércio brasileiro, pois o Brasil exporta majoritariamente produtos agrícolas e da indústria extrativa para a China, enquanto os produtos enviados para os EUA são mais diversificadas e baseadas em bens da indústria de transformação.


