Segundo o relatório, a Meta não reforça de maneira eficiente o limite de idade estabelecido, o que representa uma falha significativa. A Comissão também criticou o processo para denunciar contas que descumprem essa norma, que exige até sete toques na tela para que um usuário consiga efetuar uma denúncia.
Em resposta à decisão, um porta-voz da Meta contestou as alegações, enfatizando que a identificação da idade é um desafio comum à indústria de tecnologia. A empresa afirmou que está investindo em tecnologias para identificar e remover usuários menores de idade e anunciou que compartilhará mais informações sobre novas medidas em breve.
A Big Tech enfrenta investigações em diversas nações devido à sua abordagem em relação à proteção de crianças e adolescentes em suas plataformas. Nos últimos anos, a Meta implementou novas ferramentas de controle parental para usuários menores de 17 anos e tem notificado pais sobre atividades sensíveis realizadas por seus filhos.
Recentemente, a empresa lançou um recurso que informa os pais sobre os temas que seus filhos consultam no assistente Meta AI. O relatório da Comissão Europeia faz parte de uma investigação preliminar e agora a Meta tem a oportunidade de apresentar sua defesa. Se as descobertas forem confirmadas na investigação final, a empresa poderá enfrentar multas significativas, calculadas com base em seu volume de negócios anual.

