Em meio a crescentes tensões no Estreito de Ormuz, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou, nesta terça-feira, 5, a morte de dez marinheiros civis em decorrência do conflito na região. A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, onde Rubio ressaltou a gravidade da situação enfrentada pelas vítimas.
Rubio descreveu os marinheiros civis como estando em uma condição crítica. "Eles estão isolados, passando fome, vulneráveis", comentou o secretário, sem fornecer detalhes sobre as circunstâncias ou datas das mortes. A confirmação de que ao menos 10 marinheiros perderam a vida adiciona um peso ainda maior às tensões que permeiam o Estreito de Ormuz.
O secretário de Estado também reafirmou a posição dos Estados Unidos em relação à liberdade de navegação na região, enfatizando que as ações militares do país têm um caráter defensivo. "Só vamos reagir se sofrermos ataques primeiro", explicou Rubio. Ele destacou que, na ausência de agressões a navios ou ao próprio país, não haverá resposta militar.
Durante o mesmo dia, o secretário da Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, confirmou que seis navios tentaram contornar o bloqueio militar imposto pelos EUA aos portos iranianos durante a operação do Projeto Liberdade, que visa reabrir o Estreito de Ormuz. Esses navios, no entanto, foram impedidos de seguir adiante.
Hegseth, em coletiva no Pentágono, afirmou que o Projeto Liberdade é uma operação de natureza defensiva, destinada a proteger a navegação comercial. Ele fez questão de esclarecer que esta operação é distinta da Operação Epic Fury, ressaltando que o foco é a proteção de embarcações comerciais inocentes contra a agressão iraniana.
O presidente Donald Trump havia anunciado o Projeto Liberdade dias antes, por meio de sua rede social Truth Social, afirmando que a missão objetiva garantir a livre navegação na passagem. A situação no Estreito de Ormuz continua a ser monitorada de perto, dada a importância estratégica da região para o tráfego marítimo global.

