Integrantes do Congresso Nacional aumentam a pressão sobre o ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, após a Polícia Federal solicitar a sua suspeição. Essa ação surge em meio a uma investigação envolvendo o Banco Master, onde foram encontrados indícios de conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro, cujo celular foi apreendido pela PF.
A CPI do Crime Organizado estuda a convocação de Toffoli e a quebra de sigilo das conversas do celular de Vorcaro. O relator da CPI, senador Alessandro Vieira, manifestou seu apoio à quebra de sigilo e à convocação de testemunhas, incluindo os irmãos de Toffoli. Vieira destacou que a situação é grave e que a CPI votará requerimentos relevantes na semana posterior ao carnaval.
Além disso, Vieira apresentou requerimentos para convocar os irmãos de Toffoli a depor, citando ligações entre transações imobiliárias e a investigação em curso. Toffoli, que é acionista da Maridt, empresa ligada a seus irmãos, confirmou que recebeu dividendos da empresa, mas negou qualquer relação com Vorcaro e alegou nunca ter recebido valores do banqueiro.
Na Câmara, o deputado Rodrigo Rollemberg está articulando para que o STF libere o conteúdo integral das conversas de Vorcaro. Ele enfatizou a importância da transparência na investigação, argumentando que a população brasileira tem o direito de conhecer os diálogos e evitar vazamentos seletivos. Rollemberg foi o primeiro a protocolar um pedido de instalação de CPI, logo no início dos trabalhos parlamentares.

