O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) discute a possibilidade de autorizar o uso da força para garantir a navegação no Estreito de Ormuz. A proposta, elaborada pelo Bahrein, visa proteger embarcações comerciais e pode ser votada no próximo sábado, 4, após adiamento devido a feriado na ONU. A resolução enfrenta resistência de França, China e Rússia, que são membros permanentes e possuem poder de veto.
O Estreito de Ormuz é uma rota crucial para o comércio global de petróleo e gás, sendo responsável por cerca de 20% do fluxo mundial desses insumos. A situação na região se agravou com escaladas de ataques atribuídos ao Irã, provocando um aumento no preço do barril de petróleo, que alcançou US$ 109. A proposta do Bahrein sugere a autorização de “todos os meios defensivos necessários” por pelo menos seis meses, mas versões anteriores foram rejeitadas por potências que buscam modificar o texto.
O enviado chinês ao Conselho afirmou que tal autorização poderia legitimar o uso indiscriminado da força e intensificar a instabilidade. O ministro das Relações Exteriores do Bahrein defendeu a resolução, alegando que as ações do Irã ameaçam interesses globais e exigem uma resposta. O Irã, por sua vez, expressou intenção de manter a supervisão do tráfego no estreito e destacou o impacto econômico do bloqueio na economia global.
As divergências sobre a autorização do uso de “todos os meios necessários” têm gerado impasses nas negociações, com a comunidade internacional atenta às consequências que essa decisão pode ter para a segurança marítima e a estabilidade regional.

