O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) rejeitou, em 7 de abril de 2026, uma proposta que permitiria o uso da força para proteger a navegação no Estreito de Ormuz. O veto da China e da Rússia inviabilizou a medida, que foi apresentada pelo Bahrein e recebeu apoio majoritário. No entanto, o mecanismo de veto impediu sua aprovação.
A proposta visava autorizar ações consideradas "necessárias e proporcionais" para garantir a segurança marítima na região por um período de seis meses. O texto foi formulado em resposta ao aumento das tensões envolvendo o Irã, que restringiu o tráfego no estreito, uma importante rota de escoamento de petróleo.
Apesar de ajustes feitos para tornar a proposta menos impositiva, representantes da China e da Rússia mantiveram sua oposição, argumentando que o uso da força poderia agravar a situação. A França, que inicialmente hesitou, acabou apoiando o texto, mas isso não foi suficiente para evitar o veto.
Após a votação, o chanceler do Bahrein expressou preocupações sobre a capacidade do Conselho de Segurança em responder à crise no Oriente Médio, destacando o risco à credibilidade do órgão. O Conselho é composto por 15 países, com cinco membros permanentes que possuem poder de veto.

