Uma recém-nascida, com apenas quatro dias de vida, foi afastada dos pais logo após receber alta do Hospital e Maternidade do Alto Maracanã, localizado em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). O incidente ocorreu na quinta-feira, dia 27 de agosto, quando a bebê foi encaminhada ao Conselho Tutelar São Gabriel com a assistência da Polícia Militar.
Os pais da criança relatam que ao saírem da maternidade, não puderam levar a filha para casa. Desde então, eles têm procurado informações sobre os motivos que levaram ao afastamento e o local onde a recém-nascida está. A mãe, que deu à luz no dia 25 de agosto, foi liberada do hospital, mas ficou sem a companhia da filha, o que gerou grande preocupação e angústia na família.
A advogada Lídia Machado Domingues, que representa a família, afirmou que inicialmente foi informada de que a criança havia sido direcionada para uma família acolhedora. Desde então, a defesa tem buscado tanto a maternidade quanto o Conselho Tutelar para obter documentos que expliquem a situação e o procedimento adotado.
Até o dia 29 de agosto, a defesa ainda não havia recebido uma ordem judicial ou qualquer documento que fundamentasse a alegação de risco imediato que justificasse a separação da criança de seus pais. A mãe, em coletiva de imprensa, descreveu o momento em que foi abordada por conselheiras tutelares ao receber a alta. Ela relatou que, após responder a perguntas sobre a saúde da filha, foi informada de que a criança seria retirada.
Em um relato emocionado, a mãe destacou que chegou ao hospital após sentir dores e que seu marido acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Após o parto, ela ficou no hospital aprendendo a cuidar da bebê, que é sua primeira filha. Ao ser chamada para a conversa que resultou no afastamento, a mãe expressou sua surpresa e desamparo.
O Conselho Tutelar, por sua vez, comunicou que prestou esclarecimentos à família durante o atendimento e que o caso foi encaminhado para a 4ª Promotoria de Justiça de Colombo. O Ministério Público do Paraná (MPPR) está atualmente analisando o procedimento, que tramita sob segredo de Justiça. O órgão também destacou que está tomando as providências necessárias em relação ao caso.

