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Contagem das eleições no Peru ainda gera incertezas sobre segundo turno

Uma semana após as eleições, o Peru ainda não definiu quem será o adversário de Keiko Fujimori no segundo turno. A contagem dos votos enfrenta impasses e protestos pela irregularidade no processo.

Uma semana após o primeiro turno das eleições presidenciais no Peru, a definição do adversário da candidata conservadora Keiko Fujimori para o segundo turno, agendado para junho, permanece indefinida. A situação é marcada por uma paralisia na contagem oficial dos votos, que resultou em uma onda de protestos nas ruas da capital, além de judicialização em torno do processo eleitoral.

Atualmente, com cerca de 94% das atas contabilizadas, Keiko Fujimori lidera com 17% dos votos. Entretanto, a disputa pela segunda vaga é acirrada entre o deputado Roberto Sánchez, da esquerda, e o empresário conservador Rafael López Aliaga. A diferença entre eles é de apenas 0,1 ponto percentual, o que corresponde a aproximadamente 13 mil votos, variando conforme novas atas são processadas.

A contagem oficial avançou pouco desde a última sexta-feira, 17. O Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) indicou que 6% das seções eleitorais, totalizando mais de um milhão de votos, estão sendo contestadas devido a inconsistências, erros nas atas ou falta de informações. O Jurado Nacional de Eleições (JNE), responsável pela justiça eleitoral no Peru, iniciou na segunda-feira, 20, a revisão dessas atas em audiências públicas. Jorge Valdivia, coordenador jurídico do JNE, afirmou que a previsão para a divulgação do resultado final é apenas em 15 de maio.

Valdivia destacou que essa data foi estabelecida para que os candidatos que avançarem ao segundo turno tenham tempo para realizar suas campanhas. O banco JPMorgan apontou que a chave para a definição pode estar nas áreas rurais, onde a maioria das seções contestadas se localiza, favorecendo Sánchez, que é aliado do ex-presidente Pedro Castillo e possui uma sólida base no interior.

A nota do banco norte-americano ressalta que, apesar de a vantagem de Sánchez ter aumentado mesmo com a contagem de votos urbanos, a sua base rural está compensando as pressões adversas. Protestos significativos ocorreram em resposta a supostas fraudes eleitorais. Os apoiadores de Rafael López Aliaga, conhecido como “Porky”, tomaram as ruas após a eleição, que foi marcada por irregularidades.

Além disso, problemas organizacionais, como falhas na distribuição de urnas e cédulas, já haviam atrasado o início da votação em várias seções, levando mais de 50 mil eleitores a solicitarem prazos adicionais. Investigações também estão em andamento após a descoberta de materiais eleitorais de quatro seções em vias públicas na capital, embora a ONPE tenha informado que esses votos já foram contabilizados.

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