A cúpula dos Correios avalia positivamente os primeiros resultados do plano de reestruturação da empresa, com o cumprimento das metas de receita e despesa. Os Correios economizaram R$ 321 milhões com a renegociação de 98,2% das suas dívidas com fornecedores e prestadores de serviços. Pelo processo, esses credores concordam em abrir mão de multas e juros para receber os valores. Parte desses pagamentos ainda é parcelada nominalmente, ou seja, sem o acréscimo de correções.
A negociação tem sido possível por causa dos R$ 12 bilhões obtidos pelos Correios por meio de um empréstimo com um consórcio de bancos com garantia da União, firmado no fim de 2025. A estatal tenta se reestruturar após a maior crise da sua história, que levou a um prejuízo de R$ 6,057 bilhões de janeiro a setembro do ano passado. Em 2026, o governo estima um déficit primário de R$ 9,101 bilhões.
Para reforçar a liquidez, os Correios também conseguiram parcelar um total de R$ 1,2 bilhão em pagamentos de precatórios e impostos. Esses valores não são uma economia propriamente dita, porque ainda precisam ser pagos, mas o seu espalhamento no tempo alivia o caixa da companhia.
No curto prazo, a expectativa também é de turbinar o caixa por meio da venda de imóveis. Ainda este mês, os Correios planejam ofertar em leilão cerca de R$ 600 milhões em prédios de propriedade da companhia, especialmente em cidades médias e grandes. A tendência é que entre 20% e 40% da oferta seja vendida, até um total de R$ 120 milhões. O plano de reestruturação prevê, ao todo, a venda de R$ 1,5 bilhão em imóveis da empresa.

