PUBLICIDADE

TOPO SITE

Corte italiana nega todas as testemunhas de Carla Zambelli, revela defesa

As audiências de instrução sobre a extradição de Carla Zambelli foram finalizadas. A defesa critica restrições ao contraditório e à ampla defesa.

As audiências de instrução sobre o processo de extradição de Carla Zambelli foram concluídas na última quinta-feira. O advogado Fábio Pagnozzi, parte da defesa, ressaltou que o procedimento enfrentou severas restrições ao exercício do contraditório, com todas as testemunhas solicitadas sendo recusadas. Isso compromete o direito constitucional de defesa, conforme previsto na Constituição da República Italiana.

A defesa havia requisitado a oitiva de testemunhas essenciais, incluindo Eduardo Tagliaferro, a fim de elucidar os fatos. Contudo, todos os pedidos foram considerados irrelevantes, o que, , compromete o direito de buscar proteção judicial. Tagliaferro, que atuou no TSE, é visto como crucial para relatar uma suposta perseguição política, o que poderia influenciar os juízes.

Além disso, a defesa contestou a prisão preventiva de Zambelli, argumentando que, mesmo com os passaportes apreendidos, ela foi levada à penitenciária. Pagnozzi destacou que a prisão preventiva é aplicada em casos de risco de fuga, o que, segundo ele, não se aplicava aqui. A crítica também se estendeu ao papel do representante da Advocacia-Geral da União, que, segundo a defesa, não deveria ter função acusatória direta em processos de extradição.

O Ministério Público questionou a cidadania italiana de Zambelli, sugerindo que seria apenas uma fachada. A defesa argumentou que a cidadania, uma vez reconhecida, garante plenos direitos, não podendo ser relativizada em processos de extradição. A defesa solicitou a substituição de juízes, mas o pedido foi negado. A Corte de Apelação de Roma deve se pronunciar sobre a extradição em até cinco dias.

Leia mais

PUBLICIDADE

LATERAL
Rolar para cima