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Cotribá abandona Recuperação Judicial e aposta em negociação para quitar dívida

A cooperativa agropecuária mais antiga do Brasil interrompeu o processo judicial de Recuperação Judicial e anunciou estratégia para resolver passivo bilionário, incluindo venda de unidade atingida por incêndio e busca por investimento externo.
Foto: (Foto: Divulgação)

A Cotribá formalizou a desistência da tutela cautelar que tramitava na Justiça gaúcha, encerrando o processo de Recuperação Judicial. A mudança foi confirmada pela Mothes Advogados, escritório que representa a cooperativa, que destacou no comunicado uma decisão da diretoria para buscar reestruturação financeira fora dos tribunais.

A cooperativa enfrenta dívidas que superam 1 bilhão de reais, com 400 milhões em vencimento imediato. A liminar que impedia bloqueio de ativos por 31 instituições financeiras foi suspensa, e a Cotribá sinaliza negociações com aportes externos para resolver o impasse, incluindo a venda do armazém de Arroio Grande, prejudicado por incêndios recentemente.

O impacto dos danos em Arroio Grande gerou complicações no abastecimento regional, com gôndolas vazias em supermercados e redução da capacidade de produção da fábrica de rações devido à escassez de milho e soja. A prefeitura local denunciou à Fepam e ao Ministério Público os efeitos da fumaça, que aumentaram em até 30% a procura por atendimentos médicos.

A reestruturação depende da negociação com um investidor norte-americano capaz de aportar 1,9 bilhão de reais. Com esse recurso, a Cotribá planeja quitar o endividamento e modernizar suas 32 unidades, além de manter compromisso com os mais de 9,5 mil associados.

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