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CPI do Crime Organizado amplia investigação com convocação de familiares do ministro Toffoli

A CPI do Crime Organizado determinou a convocação de familiares do ministro Dias Toffoli e a quebra de sigilo em empresas ligadas ao ministro e ao ex-dono do Banco Master, além de outros nomes como Moraes e ex-presidentes do BC e da Fazenda.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado aprovou hoje a convocação dos irmãos do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, e a quebra de sigilo da empresa Maridt Participações S.A., da qual Toffoli é sócio. Também foi decidido investigar o empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, com solicitação de dados bancários, fiscais, telefônicos e telemáticos de 2022 e 2026.

A relação dos familiares de Toffoli com a investigação surgiu após a Polícia Federal questionar o ministro sobre suspeição em processos vinculados ao Banco Master. Mensagens identificadas no celular de Vorcaro incluía referências ao ministro, o que levou a CPI a intensificar o cruzamento de informações. Em nota anterior, Toffoli negou qualquer vínculo com o empresário e afirmou desconhecer a identidade do gestor do fundo Arleen, que também participou do controle do Tayayá Resort, em Paraná.

O colegiado ainda aprovou o convite à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, para esclarecer sobre um contrato milionário firmado entre o Banco Master e seu escritório. O acordo previa R$ 3,6 milhões mensais e poderia resultar em pagamentos de até R$ 129 milhões em 36 meses, a partir de 2024. Não houve manifestação do escritório, do gabinete de Moraes ou da defesa de Vorcaro.

Além disso, foram convocados o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto e o ex-ministro da Fazenda Paulo Guedes. A CPI também solicitou registros de voos e acesso a áreas de aviação executiva em 2025, além de informações sobre ativos aeronáuticos ligados a Vorcaro. O senador Alessandro Vieira, relator da comissão, destacou que as medidas buscam estabelecer a ligação entre dados financeiros, societários e logísticos para avaliar suposta infiltração de organizações criminosas em estruturas de poder.

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