O presidente interino da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), João Accioly, afirmou que o caso Banco Master revela um "alinhamento perverso" entre gestores e investidores. Ele destacou que esse alinhamento incentivou a manutenção de uma ficção contábil, permitindo ao banco emitir Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com um balanço considerado mais robusto.
Accioly explicou que, ao contrário do que se poderia imaginar, o Banco Master não foi uma "vítima passiva de uma fraude", mas sim um "promotor ativo" desse superdimensionamento contábil. Ele ressaltou que não foram apenas os gestores que inflacionaram os ativos, mas que o banco também teve participação ativa nesse processo.
Além disso, o presidente interino da CVM esclareceu que a Comissão não tem a competência para estabelecer regras sobre a distribuição de CDBs, sendo essa atribuição do Banco Central.

