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Cybertruck da Tesla ganha destaque após acidente e chega ao Brasil com custos elevados

Modelo revelado em 2019, a picape futurista da Tesla só circula no país desde maio de 2024, por importação independente, e é a mais potente disponível, porém com limitações e controvérsias sobre segurança.
Foto: (Imagem: wedmoments.stock/Shutterstock)

O Cybertruck, veículo da Tesla, voltou a ser tema de discussões após um acidente envolvendo a picape em São Paulo, na madrugada desta quarta-feira, que resultou na morte de um motociclista. Embora já tenha sido apresentado ao público em 2019, o modelo só começou a ser comercializado no Brasil em 2024, por meio de importações realizadas por empresas independentes, devido à ausência de uma concessionária oficial da marca no país.

Sua versão mais completa oferece 857 cavalos de potência, superando em mais de duas vezes o principal motor a gasolina do mercado, o da Ford F-150, que entrega 405 cv. O desenho do Cybertruck, apesar de impressionante, apresenta dimensões intermediárias entre as caminhonetes brasileiras e as superpicapes americanas, com 20 centímetros a menos que a F-150 e 36 centímetros a mais que uma Toyota Hilux. A caçamba suporta até 1,9 mil litros de carga, mas a autonomia da bateria, de cerca de 545 km na versão 4×4, é inferior à de picapes movidas a combustíveis fósseis.

A estrutura é feita de aço inoxidável resistente, projetado para suportir impactos como tiros e evitar corrosão, enquanto os vidros reforçados aguentam objetos pesados a 112 km/h. Especialistas, no entanto, questionam a segurança do veículo, pois a rigidez excessiva do material pode aumentar o risco para ocupantes de outros veículos em caso de colisão, já que a absorção de energia em batidas não é tão eficiente.

Interiormente, o Cybertruck aposta em design futurista, com controle centralizado em uma tela de 18,5 polegadas e 15 alto-falantes distribuídos pelo habitáculo. O banco traseiro conta com tela exclusiva de 9,4 polegadas e acesso ao teto panorâmico de vidro. A importação independente e o preço final, que ultrapassa os 2 milhões de reais no Brasil, transformam o modelo em um produto de luxo para um mercado restrito.

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