O relatório do mercado de trabalho dos Estados Unidos em janeiro mostrou ganhos acima do esperado, com a geração de 130 mil postos fora do setor agrícola, contra 55 mil projetados e 48 mil registrados em dezembro — este último revisado para baixo a partir de uma anterior estimativa de 50 mil. A taxa de desemprego caiu para 4,3%, enquanto a participação na força de trabalho subiu a 62,5%, indicando ajustes na economia.
A demanda por mão de obra segue em expansão, mas a queda no desemprego ocorre mesmo com ritmo menos acelerado na criação de vagas. Com restrições migratórias mais rígidas, menos postos são necessários para manter a taxa estável, o que explicaria a redução mesmo com números mais conservadores. A comunicação recente do Federal Reserve, com postura mais dura, reforça a expectativa de que a taxa de juros permaneça inalterada em março.
Apesar do resultado positivo de janeiro, a média móvel de postos de trabalho gerados em 2025 foi de apenas 15 mil por mês, bem abaixo dos padrões históricos. A revisão anual de base e atualizações sazonais no relatório também influenciam a interpretação das variações, segundo economistas, que alertam para a necessidade de cautela nas projeções.
O setor cíclico, mais sensível às oscilações econômicas, voltou a registrar crescimento, mas suas médias móveis seguem abaixo da faixa de equilíbrio. Em cenários atuais, os dados não alteram o planejamento de manutenção da taxa de juros pelo Fed, que mantém foco na evolução dos próximos indicadores antes de qualquer ajuste.

