Investigações da Polícia Federal (PF) indicam que Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, manteve práticas ilícitas mesmo após ganhar liberdade provisória em novembro do ano passado. Ele foi detido novamente na quarta-feira, dia 4, em razão dessas novas descobertas.
A PF sustenta que, após sua soltura, a organização liderada por Vorcaro continuou a ocultar recursos bilionários em nomes de terceiros. Esses valores foram identificados durante a segunda etapa da Operação Compliance Zero, que recebeu autorização do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Um documento enviado pela PF ao ministro André Mendonça revela que, enquanto o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) era acionado para cobrir um prejuízo de quase R$ 40 bilhões no mercado financeiro causado pelo Banco Master, Vorcaro escondia mais de R$ 2 bilhões de seus credores e vítimas. Parte desse montante estava relacionada a uma empresa envolvida em lavagem de dinheiro de organizações criminosas.
O ministro André Mendonça decretou a prisão preventiva de Daniel Vorcaro para impedir a continuidade das ações ilegais e evitar novas tentativas de burlar o sistema judiciário. A defesa do banqueiro rejeitou as acusações, afirmando que ele sempre colaborou com as investigações.

