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Data centers da Amazon são atacados pelo Irã durante conflitos no Oriente Médio

A Guarda Revolucionária do Irã atacou data centers da Amazon no Oriente Médio, marcando uma nova fase nas estratégias militares. A empresa orientou clientes sobre recuperação de desastres.

A Guarda Revolucionária do Irã confirmou que atacou data centers da Amazon no Oriente Médio, sendo essa a primeira vez que a infraestrutura de uma gigante da tecnologia americana se torna alvo durante um conflito internacional. Os ataques ocorreram em resposta a ofensivas dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, com drones iranianos danificando três instalações da Amazon Web Services na região.

A justificativa para os ataques foi o suposto envolvimento da Amazon em atividades militares e de inteligência do inimigo. Em contrapartida, informações indicam que Israel e os EUA também atingiram pelo menos dois data centers em Teerã, um deles relacionado à Guarda Revolucionária.

A Amazon não comentou os bombardeios, mas recomendou que seus clientes ativassem planos de recuperação de desastres, realizassem backups em outras regiões e redirecionassem o tráfego para longe das instalações afetadas. O conflito no Golfo Pérsico pode ter mudado a percepção sobre a infraestrutura que sustenta o mundo digital.

Especialistas destacam que atacar data centers é atacar a base da comunicação e da economia de um país. A inteligência artificial é apontada como um fator que elevou a importância militar dos data centers, pois seu uso no campo de batalha depende da capacidade de processamento de dados, que atualmente é realizada na nuvem. O uso militar da nuvem já se tornou uma realidade consolidada entre governos que contratam provedores como AWS e Azure.

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