O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, antecipou na noite de 29 de abril de 2026, a rejeição da indicação de Jorge Messias ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Antes da divulgação do resultado da votação, Alcolumbre, em conversa registrada por microfone da Mesa Diretora da Casa Alta, afirmou: "Acho que vai perder por oito".
O resultado final da votação confirmou a previsão de Alcolumbre, com Messias obtendo 34 votos a favor e 42 contrários, uma diferença de 8 votos. Para que a indicação fosse aprovada, eram necessários ao menos 41 votos, representando a maioria absoluta dos 81 senadores. Dessa forma, Messias ficou a 7 votos do mínimo exigido para se tornar ministro do STF.
Em nota, Alcolumbre explicou que foi questionado pelo líder do governo Lula, senador Jaques Wagner, sobre a expectativa do placar e que, como outros parlamentares, expressou sua opinião sobre o resultado. A nota destaca a experiência do presidente da Casa em votações, ressaltando que suas avaliações são comuns no ambiente político.
A indicação de Messias, que aguardava aprovação há mais de cinco meses, enfrentou forte resistência, especialmente da oposição e da cúpula do Senado, onde Alcolumbre defendia o nome de Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado e membro do PSB de Minas Gerais, para a vaga no STF.
A rejeição de um indicado ao Supremo não acontecia há 132 anos, marcando uma derrota significativa para a administração Lula. A última vez que o Senado havia barrado uma indicação presidencial ao STF foi em 1894, logo após a Proclamação da República, quando o presidente Floriano Peixoto teve cinco nomes rejeitados. Essa rejeição histórica destaca as dificuldades enfrentadas pelo atual governo na busca por apoio no Senado.
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