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Decreto de privatização de hidrovias na Amazônia é suspenso pelo governo após protestos

O governo federal interrompeu o processo de privatização das hidrovias dos rios Madeira, Tocantins e Tapajós após protestos indígenas que duraram mais de 30 dias no Pará. Lideranças indígenas, quilombolas e ribeirinhas questionavam impactos do programa para suas comunidades.

O governo federal suspendeu o decreto que previa a inclusão das hidrovias dos rios Madeira, Tocantins e Tapajós no Programa Nacional de Desestatização. A decisão foi anunciada após mais de 30 dias de mobilização de povos indígenas, quilombolas e ribeirinhas em Santarém (PA), onde ocuparam instalações da Cargill.

O ministro Guilherme Boulos confirmou a suspensão durante reunião com lideranças indígenas. Ele destacou os riscos potenciais para as comunidades envolvidas, sem mencionar tolerância aos novos atos de protesto no estado.

As três hidrovias foram adicionadas ao programa em agosto de 2025 para avaliação de viabilidade da privatização. A medida do governo foi recebida com comemoração pelos grupos que mantinham a ocupação no terminal da Cargill, segundo observadores no local.

O Ministério de Portos e Aeroportos afirmou que continuará defendendo a legalidade e o interesse público, sem detalhar como serão tratados os protestos ou as demandas das comunidades. A suspensão atende aos questionamentos apresentados pelos grupos em movimento.

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