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Defesa de Carla Zambelli acusa juízes de parcialidade

A defesa de Carla Zambelli conseguiu que a Corte de Apelação de Roma abrisse prazo para questionar a imparcialidade do colegiado

A defesa de Carla Zambelli ampliou o confronto com os magistrados responsáveis pelo processo de extradição na Itália e conseguiu que a Corte de Apelação de Roma abrisse prazo para questionar a imparcialidade do colegiado. Os advogados apontam cerceamento de defesa e afirmam que o tribunal tentou encerrar o julgamento com uma decisão já definida.

A Corte, no entanto, recuou e concedeu três dias para que a defesa apresente formalmente a arguição de suspeição, o que pode levar à substituição dos magistrados e à redistribuição do caso. A defesa cita o Relatório 38 da Polícia Federal, usado no processo de cassação na Câmara dos Deputados, como prova de ausência de vínculo direto entre Zambelli e a invasão do Conselho Nacional de Justiça ou com o hacker investigado.

A defesa também argumenta que o retorno da ex-deputada ao sistema prisional brasileiro representaria risco à sua segurança, ponto usado como reforço no discurso contra a condução do processo pelos atuais juízes. A Corte ainda decidiu separar o caso de Zambelli dos demais processos analisados em sessões conjuntas.

A defesa sustenta que a conduta do colegiado violou normas da legislação europeia, tratados internacionais e as Regras de Mandela, da Organização das Nações Unidas. A Corte vai marcar uma audiência exclusiva para tratar da extradição, com previsão para o início de fevereiro.

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