O Instituto dos Advogados de São Paulo está defendendo um código de ética para o Supremo Tribunal Federal. Além disso, a Casa paulista do jurista está propondo uma Proposta de Emenda à Constituição para transparência no Supremo. A ideia é que todas as audiências sejam públicas, sem sigilos indefinidos, e que os despachos proferidos monocraticamente sejam julgados pelo plenário ou pela turma correspondente.
A proposta não é um ataque aos ministros do STF, mas sim uma solução efetiva para a crise de credibilidade da Suprema Corte. É necessário que os ministros atuem para que a Suprema Corte volte a ser o que era na época daqueles magistrados que a tornaram a instituição mais respeitável do Brasil.
O Instituto dos Advogados de São Paulo é contrário ao impeachment de ministros do STF. Defende que eles voltem a atuar estritamente como julgadores, e não como atores políticos, despojando-se de preferências ideológicas para decidirem exclusivamente à luz de um Direito que não lhes cabe criar.
Um julgamento específico que chamou a atenção foi o da demarcação de uma faixa de fronteira entre os Estados do Acre e de Rondônia. O ministro José Néri da Silveira foi relator do processo, e o governo de Rondônia consultou o Instituto dos Advogados de São Paulo para elaborar um parecer sobre a questão. A tese de Rondônia foi favorável à demarcação da área para Rondônia, com base no artigo do Ato das Disposições Transitórias.

