No dia 20 de maio de 2026, a Polícia Federal (PF) comunicou a rejeição da proposta de delação premiada apresentada por Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A decisão foi informada aos advogados do banqueiro, além de ter sido comunicada ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que é o relator do caso no Supremo.
Apesar da negativa da PF, as negociações para uma possível colaboração ainda estão em andamento junto à Procuradoria-Geral da República (PGR). O acordo estava sendo discutido de maneira conjunta entre a PF e a PGR, mas até o momento, a Procuradoria não se posicionou sobre a proposta enviada por Vorcaro.
De acordo com investigadores, o material apresentado pela defesa do banqueiro não trouxe informações relevantes que complementassem o que já havia sido coletado pela PF. A avaliação interna sugere que Vorcaro estaria tentando proteger pessoas próximas durante as tratativas.
Uma análise inicial dos celulares de Vorcaro indica que o caso pode ir além de fraudes financeiras, envolvendo questões como corrupção, organização criminosa e o uso de milícias privadas para monitorar adversários e acessar dados sigilosos.
Na terça-feira, 19 de maio, a PF transferiu Vorcaro para uma cela comum na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, a pedido da própria corporação. Essa mudança implica que o banqueiro agora deve cumprir regras internas da unidade, incluindo as referentes às visitas de advogados.
Antes dessa transferência, em 19 de março, Vorcaro tinha sido removido da Penitenciária Federal de Brasília para a sede da PF. No dia anterior à mudança, a defesa do banqueiro havia contatado a PF para manifestar interesse em negociar um acordo de delação. Nesse mesmo dia, Vorcaro assinou um termo de confidencialidade, iniciando formalmente as negociações.

