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Delação revela pagamento de R$ 1 milhão a desembargador no Maranhão

Maurílio Ramalho de Oliveira revelou em delação premiada um esquema de venda de sentenças no Tribunal de Justiça do Maranhão, envolvendo R$ 1 milhão e 2 mil hectares de terras.

O empresário Maurílio Ramalho de Oliveira, em delação premiada, expôs um esquema de venda de sentenças no Tribunal de Justiça do Maranhão. O esquema envolvia transferências de valores milionários e propriedades, com o desembargador Antônio Pacheco Guerreiro Júnior recebendo mais de R$ 1 milhão e 2 mil hectares de terras.

A Polícia Federal relatou que Guerreiro Júnior agia em favor de quem o remunerava, levando apenas três horas para expedir decisões judiciais. A defesa do magistrado negou as acusações e solicitou acesso aos autos da Operação Inauditus, deflagrada na última quarta-feira.

Na delação, Oliveira afirmou que se sentiu “prejudicado” em sua atividade agrícola e que, para reverter uma decisão desfavorável, negociou propinas com o desembargador. A Operação Inauditus é um desdobramento da operação 18 Minutos, que já investigava a venda de sentenças na Corte maranhense.

A PF realizou buscas na residência do desembargador, que está afastado das funções desde 2024. A Procuradoria-Geral da República afirmou que a investigação revelou um esquema resiliente, que persiste mesmo após afastamentos e exonerações, e que Manoel Ribeiro, com a participação de Oliveira, negociou decisões favoráveis ao desembargador mediante pagamento de valores indevidos.

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