Os dentes de sabre, como os dos grandes predadores da Era do Gelo, eram incrivelmente eficazes para perfurar e dominar presas. É o que revela um novo estudo que explora a evolução e a extinção dessas espécies. Apesar de sua eficiência mortal, nenhuma das criaturas que possuía esses dentes sobreviveu além do Holoceno.
O Smilodon, conhecido como tigre-dente-de-sabre, é um dos predadores mais icônicos da Pré-História. No entanto, ele é apenas um dos representantes de, pelo menos, cinco famílias de mamíferos e seus precursores que evoluíram independentemente dentes semelhantes, um fenômeno conhecido como evolução convergente.
A força e a fragilidade dos dentes de sabre representavam um delicado equilíbrio entre força e fragilidade. Quanto mais longos e finos os dentes, maior o risco de quebra, especialmente diante de presas resistentes como bisões e cangurus. Os testes mostraram que os dentes de sabre eram extremamente eficientes para perfurar peles grossas sem quebrar, mesmo quando as presas lutavam.
Essa especialização pode ter sido a ruína desses predadores. Segundo os pesquisadores, os dentes de sabre eram menos adequados para caçar presas menores, e formas mais finas e curvas funcionavam apenas contra espécies específicas. Quando mudanças climáticas ou a chegada de humanos reduziram as populações de presas principais, esses predadores altamente especializados não conseguiram se adaptar a alternativas.


