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Dentista para a vida

Modelo inspirado no antigo médico de família valoriza histórico do paciente, prevenção e acompanhamento contínuo da saúde bucal Durante décadas, era comum uma família inteira ter um médico de confiança, aquele profissional que conhecia não apenas os exames do paciente, mas seu histórico, os medicamentos utilizados, alergias, doenças anteriores e até seus medos. Com a […]

Modelo inspirado no antigo médico de família valoriza histórico do paciente, prevenção e acompanhamento contínuo da saúde bucal

Durante décadas, era comum uma família inteira ter um médico de confiança, aquele profissional que conhecia não apenas os exames do paciente, mas seu histórico, os medicamentos utilizados, alergias, doenças anteriores e até seus medos. Com a maior especialização da saúde e a multiplicação dos serviços disponíveis, essa relação foi se tornando menos frequente. Na odontologia, porém, a continuidade do cuidado pode fazer diferença tanto na prevenção quanto na identificação precoce de alterações que surgem ao longo dos anos.

Um estudo realizado com prontuários de crianças e adolescentes atendidos na rede pública de Curitiba encontrou uma incidência de 42,2% de descontinuidade do cuidado odontológico após atendimentos de urgência. A pesquisa considerou como descontinuidade os casos em que não houve registro de consulta eletiva nos seis meses seguintes. O resultado chama atenção para uma questão que vai além de procurar um dentista somente quando aparece dor ou algum problema: manter acompanhamento ao longo do tempo. (SciELO Brasil)

Para a cirurgiã-dentista Bruna Rafaela Machado, da Bruna Rafaela Odontologia, em Curitiba, ter um profissional de referência permite enxergar a saúde bucal como uma história em construção. “Quando acompanho um paciente durante anos, não estou olhando apenas para a boca que ele apresenta naquele dia. Eu conheço os tratamentos que já foram realizados, tenho exames anteriores para comparar, sei como aquela pessoa reage aos procedimentos, conheço suas inseguranças, seus hábitos e suas particularidades. Esse histórico nos permite ter uma visão muito mais completa e individualizada”, explica.

A lógica é semelhante à do tradicional médico de família. Uma radiografia realizada hoje, por exemplo, ganha outra dimensão quando pode ser comparada a exames anteriores. Alterações nos dentes, gengivas, mordida, desgaste dentário e restaurações podem ser observadas ao longo do tempo. O próprio Paraná vem fortalecendo a atenção continuada em saúde bucal. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, o Estado contava em 2025 com 1.735 equipes de saúde bucal e, entre 2023 e 2025, 113 municípios receberam novos consultórios odontológicos. (Saúde Paraná)

A continuidade também favorece a relação de confiança, especialmente para pacientes que têm medo de dentista ou apresentam ansiedade durante os procedimentos. Uma revisão científica recente sobre experiência do paciente em serviços odontológicos aponta que comunicação consistente e satisfatória aumenta a tendência de retorno para consultas preventivas e favorece uma relação mais estável entre paciente e profissional. (PubMed Central (PMC)) “Com o tempo, aprendemos inclusive como aquele paciente precisa ser atendido. Sabemos quem tem mais medo, quem precisa que cada etapa seja explicada, quem já apresentou determinada reação e quais cuidados funcionaram melhor. Essa confiança não é construída em uma consulta, ela nasce da continuidade”, afirma Bruna.

Isso não significa abrir mão dos especialistas. Na Bruna Rafaela Odontologia, o conceito é justamente manter um profissional e uma clínica como referências, reunindo diferentes especialidades quando necessário. Casos que exigem áreas específicas são encaminhados dentro da própria equipe, permitindo que o paciente continue sendo acompanhado no mesmo ambiente e que as informações clínicas sejam compartilhadas entre os profissionais envolvidos. A equipe que trabalha com Bruna é consolidada e conta com profissionais que estão na clínica há mais de dez anos.

Para Bruna, o problema está em transformar a escolha do dentista em uma sucessão de atendimentos isolados, procurando um profissional diferente para cada necessidade, muitas vezes tendo apenas o preço como critério. Cada troca pode exigir uma nova anamnese, novos exames e a reconstrução do histórico. “O preço de um procedimento é importante, mas saúde não deveria ser analisada apenas pelo valor daquela consulta. Existe um ganho que não aparece no orçamento: ter alguém acompanhando as mudanças da sua boca ao longo dos anos. O dentista deixa de cuidar somente do problema que apareceu e passa a conhecer a pessoa que está por trás daquele sorriso”, destaca.

A prevenção reforça essa importância. A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná alerta, por exemplo, que feridas na boca que não cicatrizam em até 15 dias, manchas brancas ou avermelhadas, inchaços, dor na boca ou na língua e dificuldade para mastigar ou engolir merecem avaliação odontológica. (Saúde Paraná) “Meu desejo é que as pessoas voltem a enxergar o dentista como aquele profissional de confiança que acompanha diferentes fases da vida. Muitas vezes começamos atendendo uma pessoa e, com o passar dos anos, passamos a cuidar também do marido, dos filhos e de outros familiares. Isso cria vínculo, mas, acima de tudo, cria história clínica. E conhecer essa história nos ajuda a cuidar melhor”, conclui Bruna.

Serviço: Bruna Rafaela Odontologia

Dra. Bruna Rafaela Machado

Cirurgiã-Dentista, Clínica Geral e habilitada em Sedação com Óxido Nitroso

CRO-PR 24431

(41) 3206-4241/ (41) 99767-9426

@brunarafaelaodontologia

www.brunarafaelaodontologia.com.br

Rua Dr. Lauro Wolff Valente, 176, Curitiba, Paraná.

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