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Denúncia contra Alfredo Gaspar é apontada como armação por Lindbergh e sindicalista

Uma denúncia contra o deputado Alfredo Gaspar foi alegadamente forjada por Lindbergh Farias e Carlos Roberto Lopes, presidente do CONAFER. A acusação envolve uma jovem que teria sido contratada para simular um depoimento de abuso sexual.

Na semana passada, surgiram indícios de que a denúncia de abuso sexual contra o deputado Alfredo Gaspar, que teria sido feita por uma menor, poderia ser uma armação orquestrada por Lindbergh Farias e Carlos Roberto Lopes, o presidente do CONAFER. Lindbergh, em uma comunicação com Sóstenes Cavalcanti, líder do PL, admitiu não ter provas que sustentassem as acusações feitas contra Gaspar.

O gabinete do deputado Gaspar recebeu informações de que a acusação foi fabricada e que Luiz Antonio Lopes, um comerciante de Guadalupe, no Rio de Janeiro, foi quem trouxe à tona a denúncia. Lopes se apresentou à Polícia Legislativa, onde fez um relato detalhado sobre a suposta conspiração envolvendo Lindbergh, Carlos Roberto Lopes e uma jovem identificada como Marcela Maria Mendes. Esta última teria sido contratada para dar uma entrevista falsa à revista piauí, alegando que Gaspar a teria abusado sexualmente.

O comerciante, que possui uma sorveteria no Shopping Jardim Guadalupe, relatou que notou a presença frequente de Marcela na praça de alimentação do local. Em seu depoimento, ele descreveu um encontro em que Marcela se reuniu com uma mulher jornalista e um homem chamado Lucas, que se dizia assessor do legislativo e estaria ligado ao contexto político de Lindbergh Farias. Segundo Lopes, ele descobriu por meio de um colaborador que Marcela estava sendo preparada para dar uma entrevista sob uma identidade falsa, usando o nome fictício de “Jailma”.

No depoimento, Lopes afirmou que Marcela sustentaria uma narrativa falsa, alegando ter sido abusada sexualmente quando ainda era adolescente. O comerciante ainda expressou preocupação com a segurança de Marcela, que teria sido advertida de que poderia ser morta ao final da trama para garantir que a fraude não fosse descoberta.

Além de suas declarações, Luiz Antonio Lopes apresentou à Polícia Legislativa comprovantes de depósitos realizados via PIX, que podem estar relacionados à suposta armação. O caso foi encaminhado à Corregedoria da Câmara e, em seguida, ao Supremo Tribunal Federal, uma vez que envolve uma autoridade com foro privilegiado. Desde a revelação da situação, tentativas de contato com Lindbergh Farias e Carlos Roberto Lopes não obtiveram resposta. O espaço permanece aberto para que eles e outros envolvidos se manifestem sobre as alegações apresentadas.

Em um desdobramento da situação, Lindbergh Farias reconheceu não ter provas concretas para sustentar a acusação contra Gaspar e buscou um possível acordo para minimizar as consequências legais da denúncia.

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