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Deputado classifica proposta de venda da Celepar como ‘liquidação’ e questiona proteção de dados

Arilson Chiorato, líder da oposição na Alep e presidente do PT-PR, critica valor da venda e riscos de informação pública sob controle privado no Paraná
Arilson Chiorato discursa durante sessão plenária na Alep

O deputado Arilson Chiorato, líder da Bancada de Oposição na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e presidente do PT-PR, comparou a proposta de venda da Celepar por R$ 1,3 bilhão a uma 'liquidação'. Durante a sessão plenária nesta terça-feira, o parlamentar destacou que contratos já fechados pela empresa pública, com montantes de R$ 2,2 bilhões, superam em muito o preço sugerido, além de incluir patrimônio, estrutura, tecnologia e propriedade intelectual desenvolvidas com recursos públicos.

Em seus argumentos, Chiorato afirmou que o Estado subestima os dados dos paranaenses ao propor o valor. Segundo ele, R$ 1,3 bilhão equivale a cerca de R$ 110 por habitante, e questionou como o governo enxerga esses registros — que abrangem saúde, educação, segurança e trânsito — considerando-os tão pouco valiosos. A privatização colocaria informações de 11,8 milhões de pessoas em mãos de uma empresa com prioridade em lucros, em vez de responsabilidade social.

O deputado alertou sobre a segregação incompleta dos sistemas de segurança pública, com apenas 10% separados até agora. Isso manteria dados sensíveis de policiais, investigações e operações expostos sob a mesma estrutura, aumentando o risco de vazamentos ou paralisações. Ele também citou o exemplo da Copel para reforçar que falhas nos serviços podem não ser resolvidas swiftly pela nova gestão privada.

Chiorato criticou ainda a pressa na renovação de contratos pela Celepar antes da venda, muitos válidos até o final do ano. Órgãos como o Tribunal de Contas e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados já haviam emitido alertas formalmente ignorados pelo governo. Para ele, a privatização pode gerar custos maiores no futuro, já que a empresa pública opera sistemas vitais e evita despesas com responsáveis por serviços essenciais no Estado.

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