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Deputados acumulam mais de R$ 1 bilhão em emendas na Câmara dos Deputados

Em 2025, sete parlamentares, incluindo o presidente da Câmara, Hugo Motta, concentraram R$ 1,5 bilhão em emendas de comissão, enquanto outros 423 deputados dividiram R$ 6 bilhões. A distribuição das emendas gerou críticas pela disparidade de valores entre os parlamentares.

No ano de 2025, um grupo de sete deputados acumulou R$ 1,5 bilhão em emendas de comissão na Câmara dos Deputados. Entre esses parlamentares está o presidente da Casa, Hugo Motta, pertencente ao Republicanos da Paraíba. Dados revelam que esses congressistas detiveram uma parcela significativa dos R$ 7,5 bilhões disponíveis por meio das comissões temáticas. Enquanto isso, outros 423 deputados dividiram o restante de R$ 6 bilhões, com 83 parlamentares não apresentando indicações formais de recursos, podendo ter sido beneficiados indiretamente por indicações feitas em nome de suas lideranças partidárias.

As comissões do Congresso têm a responsabilidade de sugerir ao governo federal como as emendas devem ser alocadas, indicando áreas e localidades que devem ser favorecidas. O Executivo, embora possa optar por não executar os valores, não tem a possibilidade de redirecioná-los. Até o ano de 2024, as emendas não tinham seus autores identificados. Contudo, uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em 2025 alterou essa prática, exigindo a divulgação dos responsáveis pelas propostas.

O deputado Julio Arcoverde, do PP do Piauí, liderou as indicações, totalizando R$ 244,3 milhões. Arcoverde, que presidiu a Comissão Mista de Orçamento, enfatizou que destinou esses recursos de forma legal ao Estado do Piauí, priorizando melhorias em infraestrutura e saúde. Logo atrás, Hugo Motta aparece com R$ 180,5 milhões, sendo que parte desse montante foi direcionada a municípios que apoiam a pré-candidatura ao Senado de Nabor Wanderley, pai do presidente da Câmara.

Motta declarou que a divisão dos valores das emendas entre os partidos segue critérios estabelecidos pelas lideranças, que levam em consideração o número de deputados de cada partido. Ele também destacou que a destinação dos recursos prioriza áreas fundamentais para os municípios brasileiros, como saúde e infraestrutura.

Enquanto um pequeno grupo de parlamentares indicou valores superiores a R$ 100 milhões, a maioria dos deputados ficou limitada a uma média de R$ 14 milhões. Nenhum dos demais parlamentares ultrapassou a marca de R$ 80 milhões em indicações. Sob anonimato, alguns deputados mencionaram que houve um acordo para permitir que as indicações se aproximassem de R$ 10 milhões por membro da base governista, embora reconheçam que as diferenças observadas não se justifiquem apenas por cargos de liderança.

Em 2025, o novo formato de indicação, que permite a concentração de R$ 1,1 bilhão, foi utilizado, com lideranças do PP, União Brasil, Republicanos e PL sendo os principais beneficiários, totalizando cerca de R$ 358 milhões, R$ 266 milhões, R$ 201 milhões e R$ 113 milhões, respectivamente.

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