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Descoberta de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas é confirmada pela Petrobras

A Petrobras anunciou a descoberta de petróleo no poço Morpho, a 175 km da costa do Amapá. A perfuração continuará por mais 15 a 20 dias para avaliar o volume encontrado.

A Petrobras confirmou a descoberta de petróleo no poço Morpho, situado na Bacia da Foz do Amazonas, a aproximadamente 175 quilômetros da costa do Amapá. O anúncio foi feito pela presidente da estatal, Magda Chambriard, durante uma coletiva de imprensa em Oiapoque (AP), com a presença do presidente Lula (PT).

A confirmação ocorreu três dias após a identificação de hidrocarbonetos no bloco FZA-M-59. O poço está localizado em uma área com lâmina d’água de cerca de 2.886 metros. Apesar da descoberta, a Petrobras ainda não possui informações sobre o tamanho exato da reserva. Magda Chambriard afirmou que a perfuração do poço deve prosseguir por mais 15 a 20 dias, a fim de delimitar o reservatório e estimar a quantidade de petróleo presente.

"Tem petróleo, tem descoberta. A gente ainda não sabe quanto", afirmou a presidente da Petrobras. A fase atual do projeto é de avaliação exploratória, com o intuito de determinar o volume de óleo encontrado e verificar a viabilidade econômica da produção na área.

A companhia também planeja ampliar suas atividades de exploração na região, prevendo a perfuração de mais três poços na Margem Equatorial e considerando a possibilidade de realizar mais cinco perfurações em áreas adjacentes. A Petrobras possui 100% dos direitos sobre o bloco onde se localiza o poço Morpho.

A exploração na região é cercada de controvérsias. A autorização para a perfuração foi concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em outubro de 2025, após um processo repleto de debates sobre os impactos ambientais da atividade na Margem Equatorial.

Em janeiro deste ano, a perfuração foi temporariamente interrompida devido a um vazamento de fluido de perfuração na operação do navio-sonda NS-42. O Ibama registrou que 18,44 metros cúbicos da substância foram descartados no mar, resultando em uma multa de R$ 2,5 milhões imposta à Petrobras.

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