A análise feita pela consultoria Bites revela que, apesar das adversidades políticas e da pressão negativa, o eleitorado de direita mantém uma considerável capacidade de mobilização nas plataformas digitais. O dia 15 de maio se destacou como o momento de maior engajamento, impulsionado pela publicação de Flávio sobre carga tributária e combate ao crime organizado.
Entretanto, a situação não é totalmente favorável ao senador. Desde o início da crise em 13 de maio, a maioria das menções a Flávio nas redes sociais foi negativa, com 65,4% dos comentários expressando descontentamento. Apenas 3,2% das referências ao parlamentar foram consideradas positivas. O levantamento também revelou que, em veículos de comunicação, foram publicadas 19.595 reportagens sobre o caso Master e a relação de Flávio com Vorcaro.
Apesar do ambiente hostil, a Bites aponta que a dinâmica de compartilhamento entre os apoiadores de Flávio tem ampliado o alcance de suas publicações, conseguindo atrair atenção além da base tradicional bolsonarista. O senador, assim, permanece ativo no cenário pré-eleitoral, sem perder a mobilização online.
O crescimento digital de Flávio também é notável quando comparado ao desempenho de outros presidenciáveis. Renan Santos, do movimento Missão, registrou 5,6 milhões de interações no mesmo período, especialmente no TikTok, onde tem forte presença entre os jovens. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lidera as pesquisas eleitorais, acumulou 4 milhões de interações. Na lista, o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), somou 2 milhões, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) alcançou 625 mil interações.
Esses dados destacam a complexidade do cenário político atual, onde a presença digital e a capacidade de engajamento nas redes sociais se mostram cruciais para os candidatos em meio a crises e disputas eleitorais.

