O mercado de trabalho começou o ano de 2026 com uma leve alta na desocupação, passando de 5,1% para 5,4% no trimestre móvel encerrado em janeiro. Este é o menor patamar da série histórica no período e está abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, quando atingiu 6,5%.
Ao mesmo tempo, o rendimento médio real habitual aumentou para R$ 3.652, o valor mais alto já registrado. Isso significa que a queda da inflação também tem um impacto direto no aumento da demanda e, consequentemente, no aumento da renda real.
Economistas apontam que os dados continuam a mostrar a resiliência do emprego. Eles destacam que, ao longo de 2026, esse aquecimento pode reforçar a escassez de mão de obra, pressionando salários e a inflação de serviços. Isso deve ditar o ritmo de atuação do Banco Central nos próximos meses.
A falta de mão de obra pressiona salários e inflação. Com mais dinheiro no bolso, as pessoas vão mais ao salão de beleza, comem fora, contratam mais reformas, por exemplo. Como é difícil automatizar esses serviços, a falta de mão de obra faz o preço final subir.

