Um desfile de escola de samba que homenageou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tornou-se centro de um debate sobre propaganda eleitoral antecipada no país. A apresentação, que incluiu referências ao candidato, levou autoridades a questionarem se o formato configura violação das normas vigentes antes do período oficial de campanha.
Michel Temer criticou o desfile, classificando-o como uma ‘bajulação na Sapucaí’. O antigo presidente reagiu com indignação após a sátira em referência ao ex-presidente e agora candidato nas eleições deste ano, enquanto reforça a importância de respeito às campanhas dentro da legislação.
A prefeita de Minas Gerais, Zema, anunciou que acionará o Judiciário para analisar a situação. Ela considera que o desfile pode ter extrapolado as regras eleitorais e pede explicações sobre a participação de figuras políticas no evento, que ocorreu fora do calendário permitido para as campanhas.
A discussão expõe novamente a tensão entre o direito à livre expressão e os limites impostos pela legislação eleitoral. Juristas e escolas de samba são pressionados a esclarecer se a homenagem ultrapassou fronteiras legais ou se trata de uma criatividade artística dentro dos parâmetros aceitáveis.

