As despesas do governo geral, que incluem gastos primários e juros da dívida pública, cresceram em 2025, atingindo 46,9% do Produto Interno Bruto (PIB). Esse é o maior nível registrado em pelo menos 16 anos, conforme relatório do Tesouro Nacional. A elevação é atribuída principalmente ao aumento das despesas do governo federal, que passou de 32,1% para 34,0% do PIB.
Após uma desaceleração nas despesas entre 2023 e 2024, o indicador cresceu 1,3 ponto percentual em 2025. As receitas do governo geral, por outro lado, permaneceram praticamente estáveis, subindo de 39,4% para 39,5% do PIB. No governo federal, essa taxa aumentou de 26,5% para 26,8% do PIB.
A discrepância entre o aumento das despesas e a estabilidade das receitas resultou em uma piora na necessidade líquida de financiamento do Brasil, que encerrou 2025 em 7,4% do PIB, comparado a 6,3% no ano anterior. Essa necessidade de financiamento é resultado de um déficit primário e do aumento dos gastos com juros da dívida.
A equipe econômica tem destacado que o novo arcabouço para as contas públicas e as medidas de arrecadação estão corrigindo gradualmente os resultados fiscais do governo central. Contudo, a alta taxa Selic continua a pressionar os gastos com juros, superando a melhora nos saldos primários.

