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Despesas elevadas desafiam sustentabilidade financeira de empresas de inteligência artificial

OpenAI e Anthropic planejam gastar quase US$ 65 bilhões em 2026 com treinamento de IA, superando a receita. Concorrentes como Alphabet e Meta têm vantagem financeira.

O avanço da inteligência artificial (IA) gera uma nova dinâmica financeira nas empresas do setor. OpenAI e Anthropic projetam gastar cerca de US$ 65 bilhões em 2026 apenas com custos de treinamento e operação de seus modelos de IA, valor que supera a receita prevista para o mesmo ano. As despesas devem crescer ainda mais, atingindo US$ 127 bilhões em 2027 e quase US$ 250 bilhões até 2029.

Na OpenAI, os gastos com treinamento e inferência devem continuar a ultrapassar a receita até 2029, enquanto a Anthropic prevê que isso ocorra já no próximo ano. Apesar das projeções, a possibilidade de um crescimento mais acelerado nas receitas não deve ser descartada, embora a tendência histórica do setor indique um aumento contínuo dos custos.

Além disso, OpenAI e Anthropic enfrentam forte concorrência de gigantes tecnológicos, como Alphabet e Meta, que possuem operações lucrativas para financiar seus investimentos em IA. Juntas, essas empresas devem gerar cerca de US$ 334 bilhões em fluxo de caixa operacional neste ano, o que representa uma vantagem significativa em relação às startups focadas exclusivamente em IA.

Ambas as empresas estão considerando ofertas públicas iniciais (IPOs) em 2026, mesmo com prejuízos elevados. A comparação com a Amazon, que operou no vermelho por anos após seu IPO em 1997, mostra que a capacidade de controlar custos será crucial para atrair investidores, especialmente considerando que OpenAI e Anthropic já somam mais de US$ 1,2 trilhão em valor de mercado, equivalente a mais de 2% do índice S&P 500.

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