Os eleitores da Dinamarca votam nesta terça-feira, 24, para eleger os membros do Folketing, o Parlamento unicameral do país, em um pleito marcado por tensões com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o futuro da Groenlândia. A primeira-ministra Mette Frederiksen antecipou a eleição, acreditando que sua postura na crise com Trump poderia fortalecer sua imagem entre os eleitores.
Mette Frederiksen, que está no poder desde 2019, busca um terceiro mandato. Mais de 4,3 milhões de dinamarqueses estão aptos a votar, com a participação eleitoral geralmente alta, alcançando 84,2% em 2022. O sistema político dinamarquês tende a resultar em governos de coalizão, e a atual administração é a primeira em décadas a reunir partidos de todo o espectro político.
A imigração é um tema central nas eleições, com a Dinamarca mantendo algumas das políticas mais restritivas da Europa. O governo atual, liderado por Mette Frederiksen, apresentou medidas severas em resposta ao aumento do temor migratório, incluindo regras mais rigorosas para pedidos de asilo.
Entre os concorrentes, estão Troels Lund Poulsen, do Partido Liberal, e Alex Vanopslagh, da Aliança Liberal, ambos alinhados à direita. O Partido Popular Dinamarquês, defensor do controle da imigração, também busca reverter um desempenho fraco nas últimas eleições. O cenário político poderá ser decisivo para a formação do novo governo, especialmente se houver impasse entre blocos.

