O presidente dos EUA, Donald Trump, reposicionou a Groenlândia no centro da política internacional. O republicano impôs tarifas e revelou conversas com líderes europeus sobre o plano de anexar a maior ilha do mundo ao território norte-americano. Os EUA mantêm na Groenlândia uma base militar desde 1951.
O interesse norte-americano na ilha não começou com Trump, mas remonta ao século 19, por razões de segurança e pela presença de minérios estratégicos. Trump escreveu na rede Truth Social que não há volta no plano de anexação e compartilhou imagens geradas por inteligência artificial que o mostram fincando a bandeira dos EUA na Groenlândia.
Emmanuel Macron propôs um encontro em Paris para discutir a situação, após Trump divulgar uma troca de mensagens privadas com o líder francês. Macron sugeriu dois encontros em Paris, um com membros do G7 e outro privado com Trump. Trump também criticou a decisão do Reino Unido de devolver o arquipélago de Chagos às Ilhas Maurício, chamando o gesto de “grande estupidez” e “ato de total fraqueza”.
Trump respondeu a aliados e elevou o custo político para opositores da anexação, compartilhando uma mensagem de Mark Rutte, secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte, que expressou compromisso em encontrar uma forma de avançar sobre a Groenlândia.


