O ditador de Uganda, Yoweri Museveni, caminha para um novo mandato depois de vencer as eleições gerais realizadas recentemente. No poder desde 1986, Museveni alcançou sua sétima vitória consecutiva em disputas presidenciais. A apuração ocorre em meio a denúncias de fraude pela oposição e protestos com repressão violenta, que resultaram em pelo menos sete mortes.
A tensão aumentou depois do pleito. O partido de Wine, a Plataforma de Unidade Nacional, afirmou que o líder da oposição foi retirado pelo Exército de sua residência em Kampala, capital do país, e levado de helicóptero para um local desconhecido. O opositor denunciou “fraude em massa” durante a votação e pediu que seus apoiadores protestassem contra o resultado.
Os protestos contra o resultado e a repressão registrada depois da votação deixaram ao menos sete mortos. A votação ocorreu de forma relativamente tranquila durante o dia, mas a violência começou poucas horas depois do fechamento das urnas. Durante a madrugada, mortes foram registradas em Butambala, a cerca de 55 quilômetros da capital, enquanto cidadãos e militantes acompanhavam a divulgação dos resultados.
A crise ocorre em um país com histórico de governos autoritários e longos períodos de concentração de poder. Uganda viveu sucessivas rupturas institucionais desde sua independência, em 1962, com destaque para a longa permanência de Museveni no poder.


