Familiares de manifestantes assassinados pela Guarda Revolucionária do Irã relataram cobranças em dinheiro para obter autorização para retirar os corpos. A taxa varia de acordo com a quantidade de balas usadas durante a execução. O valor cobrado por bala não é constante, variando entre US$ 480 e US$ 1.720.
A ditadura no Irã impõe regras rígidas, permitindo a liberação do corpo com isenção se a família aceitar declarar o morto como membro da Basij, milícia armada criada para defender o regime. O governo do Irã, liderado pelo aiatolá Ali Khamenei, tem intensificado a repressão contra os manifestantes, considerando-os inimigos de Deus.
Os protestos contra o regime dos aiatolás começaram no fim de 2025, com a população exigindo a deposição da ditadura islâmica. Organizações não governamentais estimam que até 12 mil manifestantes podem ter morrido, incluindo crianças, jovens e mulheres. Uma das vítimas foi Rubina Aminian, de 23 anos, assassinada com um tiro na nuca enquanto protestava.
A família de Rubina foi obrigada a enterrá-la em uma estrada nas proximidades de sua cidade natal, após a inteligência iraniana lacrar a residência e não autorizar o sepultamento em um cemitério. A ditadura do Irã continua a impor sua vontade, restringindo os direitos humanos e punindo os opositores com a pena de morte.


