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Divisão na OAB sobre afastamento de Moraes leva questão ao STF

A Ordem dos Advogados do Brasil enfrenta uma divisão interna sobre o afastamento cautelar de Alexandre de Moraes, que será discutido em reunião com o presidente do STF, Edson Fachin. Enquanto algumas seccionais pedem o afastamento, o Conselho Federal defende uma investigação imparcial.

A crise envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça no Supremo Tribunal Federal (STF) gerou divergências significativas dentro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Enquanto o Conselho Federal defende uma investigação rigorosa e imparcial, várias seccionais solicitaram o afastamento cautelar de Moraes durante a apuração dos fatos.

Esse tema será abordado em uma reunião agendada para quarta-feira (9), que contará com a presença do presidente nacional da OAB, Beto Simonetti, e de representantes das seccionais, além do presidente do STF, Edson Fachin.

Em entrevista à CNN, Simonetti enfatizou que qualquer desvio de conduta atribuído a membros da Corte deve ser tratado com o mesmo rigor que se aplica a qualquer cidadão. Para ele, a credibilidade do Judiciário está atrelada à adoção de critérios uniformes. "A sociedade precisa constatar que o STF não usa réguas diferentes para seus integrantes. A credibilidade da Justiça depende da ética dos juízes", afirmou.

Além disso, a OAB nacional planeja exigir o respeito ao sigilo profissional da advocacia, o que abrange documentos e comunicações que são protegidas pela relação entre advogados e clientes. No entanto, a posição de algumas seccionais é mais incisiva. A OAB do Paraná, por exemplo, defendeu o afastamento cautelar de Moraes, argumentando que a sua permanência no cargo poderia comprometer a credibilidade da investigação em curso.

A OAB de Rondônia também se manifestou nesse sentido, solicitando o afastamento de Moraes durante a apuração. Essa entidade esclareceu que tal medida não implicaria uma antecipação de culpa, mas sim uma maneira de garantir a imparcialidade da investigação. Além disso, a OAB de Rondônia pediu a suspeição do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

No Ceará, a seccional local também se posicionou favoravelmente ao afastamento cautelar dos envolvidos. Em Santa Catarina, a OAB declarou que cobrará as mesmas providências que costuma exigir quando autoridades públicas estão sob investigação, destacando a necessidade de manter a integridade do processo.

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