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Donald Trump acusa China de hackeamento eleitoral em discurso na Casa Branca

Em um pronunciamento em horário nobre, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou a China de ter realizado um ataque cibernético em larga escala contra dados eleitorais. O discurso incluiu a apresentação de documentos que alegam fraudes no sistema eleitoral americano.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, proferiu um discurso em horário nobre na Casa Branca nesta quinta-feira (16), no qual fez graves acusações contra a China, afirmando que o país teria realizado "o maior comprometimento de dados eleitorais da história". Trump alegou que a República Popular da China hackeou registros de 220 milhões de eleitores em 18 estados durante o ciclo eleitoral de 2020.

Durante o pronunciamento, a Casa Branca divulgou 23 documentos, totalizando 167 páginas, que a administração classifica como evidências de fraudes e vulnerabilidades existentes no sistema eleitoral americano. Trump ressaltou que "começando durante o ciclo eleitoral de 2020, a República Popular da China realizou o que se acredita ser a maior violação de dados eleitorais da história, resultando na obtenção ilícita, pela China, de registros de 220 milhões de eleitores dos EUA". Os dados obtidos incluem informações sensíveis, como nomes, endereços e preferências político-partidárias.

Os documentos divulgados incluem relatórios do Conselho Nacional de Inteligência e do Departamento de Segurança Interna (DHS). Segundo o DHS, foram identificadas aproximadamente 278 mil pessoas sem cidadania americana registradas para votar em eleições federais, a partir do cruzamento de registros estaduais com registros públicos. A Casa Branca sugere que esse número poderia ser ainda maior, uma vez que alguns estados governados por democratas não teriam compartilhado seus cadastros com o governo federal.

Além das alegações contra a China, os documentos também apontam que outras nações, como Rússia, Irã e Coreia do Norte, teriam a capacidade de acessar e potencialmente manipular dados eleitorais nos Estados Unidos. Durante o discurso, Trump pressionou o Congresso a aprovar o Save America Act, uma proposta que exige comprovação de cidadania para que indivíduos possam votar.

Curiosamente, duas das principais redes de televisão dos EUA, ABC e NBC, optaram por não transmitir o pronunciamento ao vivo, uma decisão considerada incomum para um discurso presidencial em horário nobre. As acusações de fraude nas eleições de 2020 não são uma novidade; Trump tem defendido essa narrativa desde a vitória de Joe Biden. Auditorias, recontagens e investigações conduzidas por autoridades estaduais e federais não encontraram evidências suficientes para alterar o resultado das eleições.

Ademais, o discurso de Trump, que acusou a China de interferir nas eleições de 2020, também incluiu menções a um relatório da CIA sobre manipulação eleitoral na Venezuela.

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