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Donald Trump sinaliza possibilidade de ataque militar ao Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que uma grande decisão sobre uma possível ofensiva militar contra o Irã está por vir, a ser debatida com aliados do Golfo Pérsico na Assembleia-Geral das Nações Unidas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a levantar a possibilidade de uma ofensiva militar significativa contra o Irã. Em entrevista, Trump destacou que a decisão ainda não foi tomada, mas será influenciada pela posição de seis países do Golfo Pérsico, cujos representantes se reunirão na próxima terça-feira, 22, durante a Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova York.

Em uma conversa com a Axios, realizada na quinta-feira, 17, Trump mencionou que está se aproximando de uma escolha crítica em relação ao conflito. "Tenho uma grande decisão pela frente. Quero entrar e aniquilá-los [o regime iraniano] ou não? É uma grande decisão. Comigo, tudo pode acontecer", disse o presidente.

O encontro em Nova York contará com a participação de autoridades da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait e Omã. Antes de decidir se os EUA irão ampliar suas operações militares ou buscar alternativas diplomáticas, Trump pretende ouvir a avaliação dessas nações sobre a situação na região. "Quero descobrir onde eles estão e como estão. Temos sido muito protetores com eles", completou o presidente.

Trump não especificou se a definição da estratégia ocorrerá antes ou depois das eleições legislativas nos EUA, marcadas para novembro. Entretanto, autoridades norte-americanas indicaram que a situação atual do conflito, que não apresenta uma retomada plena dos combates, mas também carece de uma solução diplomática, não pode ser mantida indefinidamente.

Recentemente, Trump expressou otimismo quanto à possibilidade de que a guerra esteja próxima do fim. Na quarta-feira, 16, ele afirmou esperar que o conflito esteja caminhando para sua resolução, além de sugerir que Teerã tem buscado um entendimento e mantido contatos diretos com Washington.

As preocupações dos aliados árabes já influenciaram decisões militares na Casa Branca. Em agosto, Trump decidiu não retomar uma ofensiva de maior magnitude após alertas da Arábia Saudita e do Catar sobre os riscos de retaliações iranianas contra suas instalações de petróleo e gás.

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