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Economista da Vanguard aponta desafios para bancos centrais em meio a crise geopolítica

Em um contexto de conflitos globais e alta de preços de petróleo, economista discute os limites da política monetária dos bancos centrais dos EUA e Brasil.

Thiago Ferreira, economista da Vanguard, afirma que os bancos centrais dos Estados Unidos e Brasil enfrentam um cenário desafiador, onde o espaço para reduzir os juros está diminuindo. A persistência do conflito no Irã e o aumento dos preços do petróleo agravam a situação, resultando em um choque prolongado para a economia global.

Ferreira destaca que a inflação e o mercado de trabalho estão em um estado delicado. Para o Fed, por exemplo, a inflação se mantém alta enquanto o crescimento econômico diminui. Isso eleva o chamado 'juro neutro', dificultando a manobra dos bancos centrais para controlar a inflação, que agora possuem menos margem para cortes nas taxas de juros.

Além das questões monetárias, o cenário global é marcado por 65 conflitos ativos, com a rivalidade entre EUA e China e o impacto da Inteligência Artificial na economia. A IA está remodelando o mercado, trazendo novas dinâmicas de crescimento e produtividade, mas também elevando as taxas de juros.

Com os juros em alta, Ferreira sugere que os investidores reavaliem suas estratégias. A renda fixa pode se tornar mais atrativa, enquanto o mercado de ações dos EUA é visto como sobrevalorizado, apresentando riscos de correção devido a expectativas de lucros excessivamente otimistas.

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