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Eduardo Bolsonaro critica restrições de visitas a Jair Bolsonaro

Eduardo Bolsonaro, em postagem nas redes sociais, afirmou que seu pai está em 'cativeiro' devido às restrições impostas por Alexandre de Moraes, do STF. O ex-deputado também mencionou o objetivo político das decisões sobre o ex-presidente.

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, atualmente nos Estados Unidos, expressou sua indignação nas redes sociais neste sábado, 18, em relação à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que restringiu as visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que se encontra em prisão domiciliar. Moraes determinou que Bolsonaro não pode receber visitas com finalidade político-eleitoral até o término das eleições deste ano, além de proibir qualquer tipo de visita por um período de 30 dias, exceto para advogados e profissionais da saúde.

Em uma de suas postagens, Eduardo afirmou que seu pai não está em prisão domiciliar, mas sim em um "cativeiro". Ele criticou a decisão de Moraes, que também vetou uma possível visita do presidente da Argentina, Javier Milei, amigo e aliado de Jair Bolsonaro.

O ex-deputado ainda fez uma referência ao ataque sofrido por seu pai em 2018, quando foi esfaqueado por Adélio Bispo de Oliveira em Juiz de Fora (MG), sugerindo que o objetivo de Moraes é concluir o que foi iniciado por Adélio. Eduardo Bolsonaro também lembrou que a Constituição proíbe que um preso seja deixado incomunicável, mesmo em situações excepcionais como o estado de defesa.

A decisão de Moraes foi uma reação ao que o ministro considerou um descumprimento das medidas cautelares impostas a Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar após ser condenado pela suposta tentativa de golpe de Estado. O ministro entendeu que o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL, não poderia ter lido uma carta de apoio escrita por seu pai, uma vez que Bolsonaro não tem permissão para veicular conteúdos nas redes sociais, mesmo que por meio de outra pessoa.

Moraes argumentou que a prisão domiciliar não pode resultar em privilégios que contrariem a legislação vigente e que permitam desobediência às decisões judiciais. O ministro afirmou que a carta, endereçada "aos brasileiros" e escrita por Jair Messias Bolsonaro, tinha uma natureza político-eleitoral, utilizando Flávio como intermediário ou "porta-voz".

Além disso, Moraes considerou a alegação de que as restrições tornaram Bolsonaro incomunicável como "patética", já que o ex-presidente convive diariamente com sua esposa, filha e enteada.

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