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Eduardo Bolsonaro esclarece que não há proposta de substituição do PIX

Em mensagem nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro reafirma que o Pix deve permanecer sem mudanças, em resposta a interpretações de suas declarações sobre sistemas de pagamento dos EUA.
Foto: Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) utilizou suas redes sociais para esclarecer que não há qualquer proposta de substituição do sistema de pagamentos instantâneos Pix. A manifestação ocorreu no dia 4 de junho de 2026, após interpretações equivocadas de suas declarações durante uma entrevista a uma rádio paulista.

Eduardo, que reside nos Estados Unidos desde o ano anterior, afirmou que o Pix, criado por seu pai, deve continuar livre de taxas. "O Pix foi criado pelo meu pai, sem taxas e assim deve permanecer", expressou ele em sua postagem.

O ex-parlamentar havia comentado anteriormente que Os Estados Unidos possuem sistemas de transferência instantânea semelhantes ao Pix, citando a plataforma Zelle como exemplo. Durante a entrevista, ele argumentou que o tema poderia ser abordado em negociações entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos. "Os Estados Unidos têm mecanismos muito semelhantes ao PIX, como por exemplo o Zelle, que é o Pix dos Estados Unidos, aqui é o Zelle. Então dá para você ir para uma mesa de negociação com os americanos com bons argumentos, dá para você sentar, dá para negociar", declarou.

Eduardo Bolsonaro negou que sua referência ao sistema americano significasse uma proposta de substituição do Pix, afirmando: "Jamais substituiria o Pix". Essa declaração surge em um contexto em que o Pix foi mencionado em investigações conduzidas pelo governo americano, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

O relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) recomenda a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros e inclui o sistema de pagamentos instantâneos entre os pontos analisados. O documento classifica o Pix como um mecanismo que poderia gerar distorções concorrenciais em relação a empresas estrangeiras do setor financeiro e de pagamentos digitais.

O USTR alega que o Banco Central exerce funções de regulador e operador do sistema, o que poderia resultar em um conflito de interesses. Além disso, o relatório menciona que o Banco Central incentiva o uso do Pix ao exigir que as instituições participantes ofereçam o serviço gratuitamente para pessoas físicas, limitando tarifas em certas operações. Para os investigadores, essas práticas favorecem a expansão do sistema em detrimento de opções privadas oferecidas por empresas do setor.

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