No início de 2026, o preço dos alimentos básicos subiu em 24 capitais brasileiras. Apenas São Luís, Teresina e Natal apresentaram pequenas quedas nos preços. Manaus, Palmas e Rio de Janeiro foram as cidades com as maiores altas, com variações de 4,44%, 3,37% e 3,22%, respectivamente.
Os principais responsáveis por essa elevação nos custos foram o tomate e o pão francês, com o primeiro subindo em 26 das 27 capitais. Cuiabá registrou a maior alta no tomate, com 63,54%, enquanto São Luís foi a única capital a ter queda de 6,76%. O pão francês também ficou mais caro em 22 capitais, com destaque para Manaus, onde o aumento foi de 3,06% devido a custos elevados de energia e de farinha de trigo.
Embora a cesta básica tenha aumentado na maioria das cidades, alguns itens mostraram redução de preços. O leite integral caiu em todas as capitais, com Campo Grande apresentando a maior queda de 8,0%, resultado de altos estoques. O óleo de soja, arroz, café e açúcar também tiveram preços menores, sendo a maior baixa do óleo em Campo Grande, com 7,97%.
Em janeiro de 2026, o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas seria de R$ 7.177,57, o que reflete a pressão econômica sobre as famílias brasileiras em relação ao custo de vida.

