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Emendas da Oposição ao projeto sobre dados de abortos geram polêmica no Paraná

A Oposição na Assembleia Legislativa do Paraná apresentou emendas a um projeto que exige o envio de dados sobre abortos à Secretaria de Saúde, levantando preocupações sobre sigilo e acesso ao atendimento.

A Oposição na Assembleia Legislativa do Paraná apresentou quatro emendas ao Projeto de Lei nº 830/2025, que obrigaria hospitais e clínicas a enviar relatórios sobre abortos à Secretaria de Estado da Saúde. As emendas, propostas pelo deputado Arilson Chiorato e pela deputada Ana Júlia Ribeiro, apontam preocupações sobre a exposição de dados sensíveis e os impactos no acesso ao atendimento.

O projeto define um conjunto detalhado de informações a serem repassadas ao Estado, incluindo idade gestacional, método utilizado e justificativas para o procedimento. Para a Oposição, esse nível de detalhamento, mesmo com a previsão de anonimização, aumenta o risco de identificação indireta, especialmente em municípios menores.

Os parlamentares destacam que a proposta pode gerar insegurança e desestimular a busca por atendimento, principalmente entre mulheres em situação de vulnerabilidade. Além disso, as emendas ressaltam que as obrigações criadas pelo projeto invadem atribuições do Poder Executivo e desconsideram a organização do SUS na coleta e uso de dados.

A Oposição argumenta que o projeto não contribui para políticas públicas de saúde, mas cria barreiras que podem dificultar o acesso ao atendimento em momentos críticos. O debate em torno dessas emendas e do projeto deve continuar na Assembleia Legislativa do Paraná.

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