O rebaixamento da Acadêmicos de Niterói após apresentar um enredo dedicado ao presidente Lula (PT) gerou controvérsia e foi destaque na imprensa internacional. A escola estreou no Grupo Especial do carnaval do Rio de Janeiro, mas terminou na última colocação, com apenas nota máxima em um quesito avaliado por dois jurados.
A homenagem ao presidente, que narra a trajetória desde a infância em Pernambuco até a projeção internacional, irritou setores da oposição. Jurados não se impressionaram com a estreia, e a apresentação acumulou críticas por ridicularização de conservadores, além de denúncias de uso político do evento. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou pedidos para impedir o desfile, mas destacou a possibilidade de punições futuras por irregularidades.
A rede britânica e a francesa enfatizaram a controvérsia como um elemento de entretenimento na festa. A ala intitulada “neoconservadores” também provocou reações, sendo classificada como zombaria dos valores cristãos por parte do público. Apesar das críticas, o desfile foi elogiado por sua coreografia e criatividade.
A escola tornou-se a primeira a homenagear um chefe de Estado em exercício desde a história recente do carnaval carioca, segundo observação de agências internacionais.

