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Entenda por que a bateria do celular pode descarregar mesmo sem uso

A perda de carga em smartphones, mesmo quando não estão em uso, é um fenômeno comum. Fatores como aplicativos em segundo plano e conectividade ativa contribuem para esse desgaste.

A diminuição da bateria em smartphones, mesmo quando não estão em uso, é uma situação que muitos usuários já vivenciaram. Esse fenômeno ocorre devido a uma combinação de fatores técnicos, que vão desde o funcionamento de processos em segundo plano até o desgaste natural da bateria ao longo do tempo.

Assim como uma TV que permanece em modo standby, os celulares continuam operando mesmo com a tela desligada. Durante esse período, o dispositivo mantém conexões ativas, realiza a sincronização de dados e executa diversas tarefas que não são visíveis ao usuário, tudo isso consumindo energia, mesmo que em menor escala.

Um dos principais responsáveis pelo consumo de bateria é a atividade de aplicativos que funcionam em segundo plano. Redes sociais, e-mails e aplicativos de mensagens, por exemplo, continuam a atualizar informações constantemente, mesmo sem que o usuário interaja diretamente com eles. Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Purdue, nos EUA, em conjunto com a Intel, analisou o uso de cerca de 2 mil smartphones em 61 países e revelou que 28,9% da bateria é consumida por aplicativos, mesmo com a tela desligada.

Esses aplicativos podem “acordar” o sistema em diversas ocasiões para realizar tarefas como sincronização de dados e envio de notificações, o que impede o smartphone de entrar em um estado de descanso profundo, aumentando, assim, o consumo de bateria.

Outro fator que contribui para a perda de carga é a conectividade. Recursos como Wi-Fi, Bluetooth, GPS e redes móveis permanecem ativos por padrão, buscando sinal ou mantendo conexão com outros dispositivos. Mesmo sem uso direto, o celular consome energia na tentativa de se manter conectado, especialmente em áreas com sinal fraco, onde o gasto pode ser ainda maior, já que o aparelho precisa intensificar seus esforços para encontrar uma conexão estável.

Além disso, a falta de otimização pode agravar o problema. A pesquisa da Universidade de Purdue identificou falhas conhecidas como “no-sleep bugs”, que impedem o smartphone de entrar em modo de economia de energia, mantendo componentes ativos mesmo sem necessidade e funcionando como um “dreno invisível” da bateria.

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