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Escândalo Epstein abala elite política da França

Documentos dos EUA revelam ligações entre Jeffrey Epstein e figuras francesas.

Documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos mostram as profundas relações entre o criminoso sexual Jeffrey Epstein e diversos membros da elite francesa. Um diplomata francês, mencionado mais de 200 vezes nos registros norte-americanos, é acusado de passar informações confidenciais a Epstein. O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, expressou estar "estupefato" e confirmou que os "fatos presumidos" foram encaminhados à Justiça.

A imprensa local identifica o diplomata como Fabrice Aidan, que atuou na Organização das Nações Unidas (ONU) na década de 2010 e atualmente é executivo da Engie, uma empresa francesa do setor energético. Após as revelações, a Engie anunciou a suspensão de Aidan. Além disso, o FBI e a ONU já investigaram o diplomata em 2013 por acesso a sites de pedofilia.

O presidente Emmanuel Macron tentou minimizar a crise ao afirmar que o caso “diz respeito sobretudo aos EUA”. No entanto, a porta-voz do governo, Maud Bregeon, teve que intervir, incentivando as vítimas a prestarem queixa, mas ressaltando que o Executivo não deve interferir na Justiça. Essa abordagem não foi suficiente para conter a situação.

O envolvimento de franceses com Epstein não é uma novidade. Ghislaine Maxwell, cúmplice de Epstein e condenada a 20 anos nos EUA, nasceu na França e frequentava a alta sociedade parisiense. Além disso, pelo menos dez mulheres francesas já relataram ter sido vítimas do criminoso, e o político Jack Lang, de 86 anos, foi afastado de sua posição no Instituto do Mundo Árabe após as revelações, que também ligam sua filha a uma sociedade com Epstein em um paraíso fiscal.

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