Ao iniciar um jogo muito aguardado, é comum ajustar as configurações gráficas para o máximo, apenas para se deparar com um contador de FPS abaixo das expectativas. Neste momento, muitos jogadores optam por ativar o DLSS ou o FSR. Contudo, ao mergulhar na ação, podem perceber que a imagem apresenta borrões, instabilidades na iluminação e efeitos estranhos no cabelo dos personagens.
A escolha entre upscaling e resolução nativa é uma decisão importante, que deve ser embasada em três aspectos principais: a resolução do monitor, a taxa de quadros desejada e o comportamento do jogo durante a ação. Para compreender melhor essa escolha, é fundamental entender o que significa jogar em resolução nativa em comparação ao upscaling, como o DLSS e o FSR.
Quando se joga em resolução nativa, a placa de vídeo renderiza cada pixel na resolução exata que é exibida no monitor. Em uma tela 4K, por exemplo, isso envolve o processamento de 8 milhões de pixels a cada quadro, resultando na mais alta nitidez possível. Por outro lado, o upscaling envolve a renderização do jogo em uma resolução inferior, que é então ampliada para preencher a tela. As tecnologias atuais, como DLSS e FSR, utilizam a reconstrução temporal, que se baseia em dados de quadros anteriores para prever e criar a imagem atual. Essa abordagem proporciona um aumento de desempenho, mas pode resultar na aparição de artefatos visuais, especialmente em movimentos rápidos.
As principais diferenças entre DLSS e FSR estão ligadas ao uso de núcleos específicos da NVIDIA, que permitem ao DLSS realizar uma reconstrução de imagem mais estável. Isso resulta em melhor tratamento de objetos detalhados, mantendo a qualidade da imagem, mesmo em modos de desempenho mais elevados. O modo nativo se destaca como a melhor opção quando a ativação do upscaling causa artefatos visuais, ou quando a placa de vídeo já consegue entregar mais de 100 FPS sem dificuldades. Em alguns casos, a redução de configurações gráficas pode proporcionar um visual mais agradável do que a tentativa de forçar um upscaling em configurações máximas.
Ao final, a escolha entre DLSS, FSR e resolução nativa deve ser baseada nos objetivos do jogador, não nas tendências do mercado. Ambas as tecnologias oferecem vantagens significativas, mas a decisão deve ser informada, usando o upscaling como uma ferramenta de apoio e mantendo a resolução nativa como padrão de qualidade. Se um jogo se torna jogável graças a essas inovações, isso é um grande avanço; se, por outro lado, o upscaling comprometer a estética de um título que sua placa pode rodar com facilidade, então ele se torna um recurso desnecessário. A confiança na percepção visual deve prevalecer sobre as promessas de marketing.

